Ecossistema tecnológico reduz gastos com mobilidade urbana
O baixo custo comparativo da operação, a agilidade e eficiência das ferramentas digitais utilizadas e o alto grau de transparência fazem do ecossistema de mobilidade urbana desenvolvi- do no Rio Grande do Norte uma opção inovadora para a contratação de veículos por empresas privadas e órgãos públicos. “É um ecossistema tecnológico”, destaca Tiago Cortez, CEO da Master Cooperfrota, ao definir o misto de empresa e cooperativa de mobilidade urbana responsável pela inovação. “Esse ecossistema tem a Master Locadora, a em- presa que fornece a tecnologia, e tem a cooperativa de motoristas, a Cooperfrota Brasil.”
A Master Cooperfrota foi criada em 2022, mas só recente- mente começou a entrar no mercado, contratando operações- -piloto nos setores público e privado. Durante um ano e meio, dedicou-se apenas a desenvolver o modelo de negócio e as ferra- mentas digitais, como a central de chamadas, que permite ao gestor controlar todas as solicitações dos usuários da frota em tempo real, e o painel de controle simples e intuitivo, com todas as funcionalidades necessárias para atender às demandas do cliente. O objetivo é baratear e simplificar a prestação de um serviço hoje altamente oneroso, por causa do modelo de contratação adotado, que encarece e burocratiza a operação da frota.
“Com o nosso modelo de negócio, o cliente não precisará alugar carro, contratar motorista, posto de abastecimento ou oficina para manutenção”, revela Cortez. “Ele faz uma única contratação através da Cooperfrota, e vai pagar pelo serviço com base no quilômetro utilizado. Isso gera uma economia, porque ele não está pagando por cada um daqueles itens, apenas pelos quilômetros que utiliza. É um custo-benefício bem superior ao que existe hoje”.
TRANSPARÊNCIA E CONTROLE
Segundo o CEO, a comparação dos dois modelos comprova que o da Cooperfrota pode gerar economia de 10% a 30% no custo da mobilidade contratada pela em- presa privada ou órgão público. Além de reduzir gastos operacionais, a inovação tem outra vantagem considerável, especialmente no setor público: a transparência e o controle são melhores que os do sistema convencional, que dificulta a comprovação das viagens indicadas: “Com o nosso sistema de tecnologia, o gestor tem toda a rota registrada no aplicativo e pode, por exemplo, ter a certeza de que o veículo saiu do ponto A para o ponto B indicados, o horário, o percurso e quem era o motorista. Ao oferecer o serviço, propomos disponibilizar ao Minis- tério Público e outros órgãos de fiscalização e controle o login e a senha das centrais de chamadas, para que eles tenham acesso online direto.”
As vantagens listadas abrangem também os motoristas cooperativados. O mecanismo de seleção é simples. Ao vencer uma licitação, seja pública ou privada, a Cooperfrota faz um edital de divulgação. O único requisito para o motorista participar é ser filia- do à cooperativa e ter o veículo adequado, com a manutenção em dia e no máximo cinco anos de uso. A operação-piloto em andamento já envolve de 50 a 70 motoristas, que recebem treina- mento para garantir a prestação do serviço no padrão estabeleci- do pela empresa. Mas a empresa enxerga no Rio Grande do Norte um mercado com potencial para absorver até 8 mil condutores de carros de passeio, vans, micro- ônibus – enfim, todo tipo de veículo: “O que tiver de demanda, a gente encaixa e se adequa a cada necessidade”.
“O modelo adotado pela Cooperfrota é o futuro da mobilidade mundial”
Tiago acredita que o modelo adotado pela Cooperfrota é o “o futuro da mobilidade mundial” e um caminho para solucionar as principais demandas dos motoristas de aplicativo urbano no Brasil, que podem ser resumi- das em melhores condições de trabalho e contratação via CLT. “A única solução que eu vejo para resolver esse problema da escravização do trabalho seriam as cooperativas”, propõe o CEO. “Elas dão mais dignidade ao trabalha- dor, melhores condições de trabalho, maior remuneração. Aquela pessoa não é apenas um trabalhador: é sócia da operação.”
