Softwares integrados reduzem custos e moderniza gestão
A necessidade de modernizar a gestão – para melhorar a prestação de serviços à sociedade, agilizar e integrar os processos burocráticos nas diversas áreas e adequar-se às exigências legais – impõe às instituições públicas municipais um desafio de peso: implantar soluções tecnológicas que respondam a essas demandas permanentes. Pensando nisso, a GPI – Gestão Pública Integrada – desenvolveu sistemas confiáveis, transparentes e de fácil operacionalidade para reunir as informações relativas aos processos administrativos, contábeis e gerenciais da prefeitura, interligando todos os setores e assegurando ganhos de tempo e eficiência.
“O que acontece hoje com as prefeituras? Uma falta de sincronismo de dados. As prefeituras têm softwares trabalhando, mas eles não se comunicam entre si”, diagnostica Wesley de Azevedo, diretor da GPI, sediada em Na- tal. “Com o nosso sistema, toda a gestão pode ser informatizada a partir de um único software.”
A GPI surgiu há doze anos, mas se reestruturou em 2023, fazendo parceria empresarial para usar ferramentas já adotadas em 50 municípios paulistas de portes diversos, adaptando-as às normas contábeis e tributárias vigentes no RN, que são diferentes das de São Paulo. Atua em prefeituras, câmaras de vereadores e autarquias (como os institutos previdenciários) do Rio Grande do Norte, Pernambuco e Paraíba, com 24 softwares integrados na mesma base de dados e informações. “Isso faz com que se tenha uma redução de até 40% no tempo dos servidores públicos, devido às respostas ágeis do sistema por causa da ferramenta tecnológica, que permite o acesso rápido e direto do servidor no que compete ao seu trabalho”, revela Wesley, com base em estudos que comparam o antes e o depois da contratação da GPI.
EXEMPLOS DE EFICIÊNCIA
O sistema atende a todos os nichos da gestão municipal, entre os quais os mais complexas, como educação, saúde e área administrativa em geral. Para demonstrar a versatilidade da GPI, Wesley cita exemplos dos bons resultados propiciados pela inovação tecnológica. Na área contábil, a ferramenta eliminou um problema comum a todas as prefeituras: a demora na elaboração do relatório de balancete anual, com as receitas recebidas e as despesas efetuadas, envolvendo folha de pagamento, compras, contratos e depreciação do patrimônio público.
Onde não há ferramente da GPI, cada sistema faz uma parte isolada, cabendo à ‘ferramenta humana’ checar os dados e fazer o relatório geral como pedem os tribunais de contas, numa jorna- da que pode arrastar-se por até três semanas nas prefeituras sem GPI. “Já no sistema todo integrado no mesmo banco de dados”, com- para Wesley, “o próprio gestor tem uma área lá onde a equipe dele consegue acessar e tomar todos os relatórios já nos parâmetros do tribunal. Não precisa mais fazer a validação por outro computador ou outro profissional, porque isso já foi feito à medida que o sistema recebia os dados, enviando-os automaticamente a quem tem autorização de recebê-los.”
Ele destaca que a GPI acelerou também a gestão integrada de áreas complexas, que têm grande estrutura e prestam vários serviços, gerando muitos dados e informações, como a educação e a saúde. “O sistema faz, por exemplo, o controle de consultas e o prontuário eletrônico dos usuários da rede pública, para ter o histórico de cada um através do E-SUS [a versão digital do Sistema Único de Saúde]”, detalha Wesley Azevedo.
Na educação, a GPI faz todo o gerenciamento da Secretaria da Educação e das escolas, monitorando o calendário em geral, a frequência às aulas, os históricos dos alunos e outras informações estratégicas para orientar o planejamento no setor. Diretores, professores, alunos e pais dispõem de portais específicos para acessar essas e outras informações, garantindo transparência e estimulando a participação da sociedade no dia a dia da rede municipal de ensino.
Outra ferramenta do sistema integrado é o controle de gastos e das obras feitas com repasses de outros entes públicos ou com recursos próprios. “Esse é um controle complicado, porque, se o repasse é federal, tem uma lei específica a ser seguida. Se é esta- dual, a lei é outra; e se o recurso é próprio, os trâmites da contabilidade são diferentes daqueles dois”, esclarece Wesley. “Como o nosso sistema é integrado, a gente consegue fazer todo esse controle.”
Ele ressalta características e resultados da GPI que demonstram a superioridade técnica e econômica do sistema integrado sobre outros no mercado. O cus- to é cerca de 30% menor, porque a prefeitura só precisa adquirir um software, e não vários; o gestor tem informações em tempo real e pode tomar decisões com rapidez e segurança; o servidor perde menos tempo a atividades como a elaboração de relatórios e pode dedicá-lo a outras de- mandas, como a elaboração de projetos e a captação de obras e recursos.
