TESE PODERIA SE TORNAR GRANDE DIFERENCIAL TURÍSTICO E CULTURAL PARA O RN, AFIRMA SECRETÁRIA DE TURISMO DO RN
Marina Marinho explica que a Setur-RN acompanha com interesse as discussões sobre o assunto e defende que consolidação da tese pode representar nova porta para o turismo histórico e educacional no RN
As novas publicações e debates sobre a tese de que o chamado “descobrimento” do Brasil aconteceu no Rio Grande do Norte é acompanhada com muito interesse pela Secretaria de Turismo do Rio Grande do Norte. Quem afirma é a secretária Marina Marinho, que inclusive defende a abertura de um diálogo maior visando transformar esse conteúdo histórico em atrativo turístico.
“Trata-se de uma narrativa histórica que tem potencial para ampliar o protagonismo do nosso estado na história do Brasil, valorizando ainda mais a nossa costa e o nosso patrimônio natural e cultural. Nós estamos abertos a dialogar com pesquisadores, instituições de ensino e entidades do trade turístico para avaliar formas de transformar esse conteúdo histórico em produto turístico, respeitando sempre a ciência, a pesquisa e a preservação da memória", afirma a secretária.
Ela acredita que a “tese, se bem estruturada e validada cientificamente, pode se tornar um grande diferencial turístico e cultural para o Rio Grande do Norte”.
“Assim como Porto Seguro se consolidou como um destino histórico nacional, o RN poderia fortalecer sua identidade como o berço do Brasil, atraindo turistas interessados em história, cultura e educação. Além disso, isso estimularia novos roteiros turísticos, investimentos em infraestrutura, sinalização histórica, e ações de valorização das comunidades locais", acrescenta.

Marina Marinho explica que a Setur-RN tem recebido manifestações de interesse de pesquisadores e de instituições culturais que veem na discussão uma oportunidade de resgate histórico.
“A Secretaria está aberta a fomentar esse diálogo de forma organizada e participativa, com o apoio de universidades e órgãos de patrimônio histórico, para que esse debate seja conduzido de forma técnica e respeitosa", diz.
Ela acredita que a discussão precisa de apoio institucional, tanto em âmbito federal quanto estadual. E que uma das possibilidades de dar apoio a este trabalho que vem sendo desenvolvido seria a criação de um grupo de trabalho para divulgar a tese.
“Poderíamos pensar, por exemplo, em uma articulação com o Ministério do Turismo, com o IPHAN e com o Ministério da Cultura, para criar um grupo de trabalho interinstitucional voltado a estudar e divulgar essa possibilidade. É uma pauta que pode unir ciência, cultura e turismo em prol da valorização da nossa história e da nossa identidade", defende.
Na opinião dela, a comprovação definitiva da tese poderia vir de “estudos científicos robustos, arqueológicos, cartográficos, náuticos e históricos, que comprovassem, de forma convergente, que a esquadra portuguesa primeiro avistou e tocou o solo brasileiro aqui, na costa potiguar".
Na visão da secretária, isso exige mais “pesquisas de campo, comparações de documentos históricos e o envolvimento de especialistas de várias áreas". Daí ela defende que se torna fundamental conduzir o debate com base na ciência e não apenas no entusiasmo local.
Marina Marinho concorda que um bom caminho para dar mais apoio às pesquisas sobre o tema poderia ser a formação de uma comissão com representantes de diferentes instâncias para conduzir estudos de forma coordenada.
“Isso traria legitimidade ao debate e permitiria que, caso a tese se fortaleça, ela seja incorporada de maneira institucional ao posicionamento turístico e histórico do Rio Grande do Norte. É um passo que pode colocar o estado no centro de uma nova narrativa sobre o descobrimento do Brasil", defende.
A secretária acrescenta ainda que a possibilidade de estabelecer a tese do descobrimento poderia ser um ponto de virada no turismo local.
“O Rio Grande do Norte tem uma das costas mais belas e ricas em história do país. Se for comprovado que o descobrimento se deu realmente por aqui, estaremos não apenas reafirmando nossa importância no cenário nacional, mas também abrindo uma nova porta para o turismo histórico e educacional. O importante é que esse processo seja conduzido com seriedade, diálogo e muito respeito à história", argumenta.
